Mato Grosso do Sul é um dos estados economicamente mais diversificados do Centro-Oeste brasileiro. Com PIB de aproximadamente R$ 120 bilhões (IBGE, 2022) e mais de 320 mil empresas ativas, MS combina quatro pilares econômicos de peso: a pecuária bovina mais densa do Brasil — o estado tem o maior rebanho por área do país e é consistentemente um dos maiores exportadores de carne bovina —, um agronegócio de grãos altamente produtivo no sudoeste (Dourados, Maracaju, Rio Brilhante, Naviraí), o maior polo de celulose do mundo em Três Lagoas, e o Pantanal — o maior bioma úmido do planeta, que posiciona o estado como referência mundial em turismo sustentável e ecoturismo. Campo Grande, a capital, é o segundo maior entroncamento rodoviário do Brasil, cruzando as rodovias BR-163 e BR-262.
O FCO Mato Grosso do Sul — Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, operado exclusivamente pelo Banco do Brasil — é o principal instrumento de crédito de longo prazo disponível para empresas e produtores rurais sul-mato-grossenses. Com taxas baseadas na TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), prazos de até 15 anos, carência de até 48 meses e financiamento de até 100% do investimento para micro e pequenas empresas, o FCO financia projetos que o sistema bancário privado simplesmente não consegue igualar em condições. Para pecuaristas em expansão de confinamento, indústrias de celulose e sua cadeia, produtores de soja no sudoeste ou empreendedores de ecoturismo no Pantanal, o FCO é o caminho natural.
Para entender o FCO em profundidade antes de continuar, acesse: o que é o FCO e como funciona. Para as condições específicas do agronegócio, consulte também: FCO Rural.
O FCO em Mato Grosso do Sul: quem pode solicitar

Toda empresa com CNPJ ativo e sede ou operação em Mato Grosso do Sul pode solicitar o FCO Empresarial, independentemente do porte — de microempresas a grandes corporações — desde que esteja adimplente com o Banco do Brasil e com o fisco federal e estadual. Produtores rurais com imóvel ou atividade agropecuária em território sul-mato-grossense têm acesso via FCO Rural, com condições diferenciadas por porte: de mini produtores a grandes fazendeiros. O estado inteiro está coberto pela área de atuação do BB — de Campo Grande a Corumbá, de Dourados a Três Lagoas.
O FCO cobre três grandes categorias de investimento. O investimento fixo inclui máquinas agrícolas e industriais, equipamentos, veículos operacionais, obras civis, benfeitorias rurais, infraestrutura de armazenagem e silos. O custeio e capital de giro estrutural vinculado ao projeto financia a operação durante o período de implantação. A modernização tecnológica cobre automação industrial, softwares de gestão, projetos de eficiência energética e transição para energias renováveis — categoria estratégica para as indústrias de celulose e para o turismo sustentável no Pantanal.
Principais setores financiados em Mato Grosso do Sul
O Banco do Brasil reconhece as vocações únicas de MS e aplica condições diferenciadas para os segmentos estratégicos do estado:
- Pecuária bovina (todo o estado): MS tem o maior rebanho bovino por área do Brasil, com cerca de 22 milhões de cabeças distribuídas por Campo Grande, Aquidauana, Corumbá, Miranda, Três Lagoas e dezenas de outros municípios. O FCO Rural financia confinamento, reformas de pastagem, genética bovina, infraestrutura de abate e frigoríficos de qualquer porte.
- Polo de celulose e papel — Três Lagoas: Três Lagoas abriga as plantas da Suzano e da Paper Excellence, consolidando-se como o maior polo de celulose do mundo. O FCO Empresarial financia toda a cadeia: fornecedores de eucalipto (FCO Rural para silvicultura), transportadoras, prestadores de serviços industriais, empresas de logística e fornecedores de insumos.
- Agronegócio de grãos — Sudoeste de MS: Dourados, Maracaju, Rio Brilhante, Ponta Porã, Naviraí e Caarapó formam um dos mais produtivos polos de soja, milho e trigo do Brasil. O FCO Rural financia custeio, maquinário, armazéns e projetos de irrigação para produtores de qualquer porte.
- Ecoturismo e turismo rural no Pantanal: O Pantanal sul-mato-grossense — com Miranda, Aquidauana, Corumbá e Bonito como polos receptivos — tem enquadramento prioritário no FCO para projetos de turismo sustentável: pousadas rurais, embarcações de turismo fluvial, estrutura de receptivo ecológico e fazendas-hotel.
- Cana-de-açúcar e etanol: MS é o quarto maior produtor de etanol do Brasil. Usinas nas regiões de Dourados, Nova Alvorada do Sul, Sidrolândia e Maracaju acessam o FCO para renovação de canaviais, modernização industrial e projetos de cogeração de energia elétrica a partir do bagaço da cana.
- Mineração em Corumbá: Corumbá concentra uma das maiores reservas de minério de ferro e manganês do Brasil. Empresas mineradoras e sua cadeia de fornecedores têm acesso ao FCO Empresarial para modernização de equipamentos, expansão de capacidade e projetos de infraestrutura logística.
Agências do Banco do Brasil em Mato Grosso do Sul que operam o FCO
O Banco do Brasil mantém rede de agências nos principais polos econômicos de MS, com equipes habilitadas para operações FCO:
- Campo Grande — agência principal, atende toda a Região Metropolitana e concentra o maior volume de operações FCO Empresarial do estado
- Dourados — polo do agronegócio de grãos do sudoeste, referência para produtores de soja, milho e cana
- Três Lagoas — polo de celulose e papel, atende toda a cadeia produtiva florestal e industrial
- Corumbá — mineração, turismo no Pantanal norte e pecuária pantaneira
- Ponta Porã — fronteira com o Paraguai, agronegócio de grãos e pecuária do sul do estado
- Naviraí — polo de soja, milho e agroindústria do cone sul de MS
- Coxim — pecuária e agropecuária do norte do estado
- Aquidauana — pecuária pantaneira e turismo rural no Pantanal sul
O Banco do Brasil possui ainda postos de atendimento em Bonito, Miranda, Maracaju, Rio Brilhante e outros municípios do interior. A BR Funding representa clientes em todo o território sul-mato-grossense, conduzindo o processo junto ao BB independentemente de onde a fazenda, empresa ou empreendimento está localizado no estado.
FCO Rural em Mato Grosso do Sul: oportunidades para o agronegócio
O FCO Rural é estratégico para MS dada a escala da atividade agropecuária no estado. Mini e pequenos produtores acessam o FCO com taxa TJLP + 0,5% ao ano e cobertura de até 100% do projeto; médios produtores, com TJLP + 1,0% ao ano; e grandes produtores, com TJLP + 1,5% ao ano. Em todos os casos, as condições superam substancialmente o financiamento bancário convencional e o crédito de concessionárias de máquinas — diferença que se traduz em dezenas de milhares de reais preservados no caixa da operação ao longo do contrato.
Culturas e atividades prioritárias em Mato Grosso do Sul
O FCO Rural em MS financia custeio e investimento nas principais atividades agropecuárias do estado:
- Pecuária bovina intensiva: confinamento, reformas de pastagem com forrageiras de alta produção, inseminação artificial e transferência de embriões, currais cobertos, balanças e troncos, sistemas de irrigação de pastagens e silos de silagem para suplementação
- Custeio de soja, milho e trigo: financiamento de insumos, sementes certificadas, defensivos, fertilizantes e operações mecanizadas para lavouras do sudoeste — uma das regiões com maior produtividade média de soja do Brasil
- Máquinas e implementos agrícolas: tratores de alta potência, colheitadeiras autopropelidas, plantadeiras de precisão, pulverizadores, distribuidores de fertilizantes e equipamentos para colheita de cana
- Silvicultura — eucalipto para celulose: implantação e reforma de florestas de eucalipto para fornecimento às indústrias de Três Lagoas, com prazo e carência compatíveis com o ciclo de crescimento florestal de 6 a 7 anos
- Armazenagem e pós-colheita: silos metálicos, armazéns graneleiros, secadores de grãos e moegas para produtores do sudoeste — Mato Grosso do Sul também tem déficit de capacidade de armazenagem on-farm em relação ao volume produzido
- Aquicultura e piscicultura: tanques escavados, aeração, equipamentos de processamento e infraestrutura para criação de tilápias, pintados e outras espécies nas regiões do Pantanal e dos rios do centro-norte do estado
Quanto posso financiar pelo FCO em Mato Grosso do Sul?
As condições do FCO Empresarial variam conforme o porte da empresa. Para o FCO Rural, as taxas são ainda menores, com faixas específicas por categoria de produtor:
| Porte | Faturamento bruto anual | Taxa (referência) | Prazo máx. | % financiável |
| Microempresa | Até R$ 360 mil | TJLP + 1,0% | 10 anos | Até 100% |
| Pequena empresa | R$ 360 mil – R$ 4,8 mi | TJLP + 1,5% | 10 anos | Até 100% |
| Média empresa | R$ 4,8 mi – R$ 300 mi | TJLP + 2,0% | 12 anos | Até 90% |
| Grande empresa | Acima de R$ 300 mi | TJLP + 2,5% | 15 anos | Até 80% |
⚠️ Valores de referência. A TJLP é atualizada trimestralmente. Produtores rurais têm condições específicas de taxa e prazo pelo FCO Rural. Confirme condições atualizadas com a BR Funding antes da contratação.
Para tornar concreto: um médio produtor de soja em Dourados com projeto de R$ 500 mil para aquisição de uma plantadeira de precisão e ampliação de capacidade de armazenagem pode acessar o FCO Rural com taxa TJLP + 1,0% ao ano (aproximadamente 8,0% a.a. em 2025), prazo de 12 anos e carência de 18 meses. A parcela estimada após a carência seria de aproximadamente R$ 5.400 por mês. O mesmo projeto financiado diretamente pela concessionária de máquinas a taxas típicas de 1,5% ao mês em 36 parcelas custaria entre R$ 17.000 e R$ 20.000 mensais — uma diferença de mais de R$ 12.000 por mês que permanece no caixa da operação ao longo do contrato.
Produtores e empresas sul-mato-grossenses adimplentes têm ainda direito ao bônus de adimplência do FCO — um desconto sobre os encargos financeiros pagos pontualmente ao longo do contrato, que reduz ainda mais o custo efetivo total do crédito.
Como a BR Funding ajuda empresas de Mato Grosso do Sul a acessar o FCO
Acessar o FCO pelo Banco do Brasil em MS envolve elaboração de projeto técnico de investimento no padrão aceito pelo BB, documentação específica por porte e setor — contábil, fiscal, societária e, no caso rural, a documentação ambiental (CAR atualizado, licenças de outorga d’água, ADA para áreas no Pantanal), fundiária (CCIR, ITR, matrícula) e agronômica conforme a atividade —, além de regularização de pendências e acompanhamento durante toda a análise de crédito. Projetos no Pantanal têm exigências ambientais específicas que tornam o processo ainda mais técnico.
A BR Funding conduz esse processo de ponta a ponta para produtores rurais e empresas de Mato Grosso do Sul. O trabalho começa pelo diagnóstico: avaliamos a operação, o projeto de investimento e o enquadramento mais estratégico dentro do FCO — FCO Rural (mini, pequeno, médio ou grande produtor), FCO Empresarial ou a combinação dos dois para projetos agroindustriais. Em seguida, estruturamos toda a documentação no padrão do Banco do Brasil, identificamos e resolvemos pendências cadastrais antes do protocolo e acompanhamos ativamente a análise de crédito com respostas rápidas às diligências do banco.
Nossa taxa de aprovação em operações conduzidas supera 90% — resultado da preparação rigorosa do processo antes do protocolo, que elimina as principais causas de indeferimento: documentação incompleta, projeto com premissas inadequadas e pendências cadastrais não identificadas previamente. Temos experiência em operações aprovadas para pecuaristas, produtores de soja, empresas da cadeia de celulose e empreendedores de turismo em Mato Grosso do Sul.
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FAQ — FCO Mato Grosso do Sul
O FCO financia projetos de ecoturismo e turismo sustentável no Pantanal?
Sim. Projetos de turismo sustentável, ecoturismo e turismo rural no Pantanal sul-mato-grossense têm enquadramento prioritário no FCO, especialmente nas linhas destinadas a atividades com baixo impacto ambiental e geração de emprego regional. O FCO pode financiar pousadas rurais, estrutura de receptivo ecoturístico, embarcações para turismo fluvial, trilhas e infraestrutura de hospedagem em fazendas-hotel. O Banco do Brasil reconhece o Pantanal como área de desenvolvimento sustentável prioritária para o FCO em MS.
Empresas do polo de celulose de Três Lagoas têm acesso ao FCO?
Sim. Três Lagoas é o maior polo de celulose do mundo, com operações da Suzano e da Paper Excellence (ex-Eldorado). Toda a cadeia produtiva — fornecedores de insumos, prestadores de serviços, transportadoras, empresas de logística e fornecedores de eucalipto — pode acessar o FCO Empresarial para projetos de expansão, modernização de equipamentos e capital de giro. Produtores rurais que cultivam eucalipto para fornecimento às indústrias de celulose acessam o FCO Rural com condições específicas para silvicultura.
O FCO atende pecuaristas em Mato Grosso do Sul?
Sim. Mato Grosso do Sul tem o maior rebanho bovino por área do Brasil e é um dos maiores exportadores de carne bovina do país. Pecuaristas de qualquer porte — de mini produtores a grandes fazendas — acessam o FCO Rural para confinamento, reformas de pastagem, inseminação artificial, genética, infraestrutura de currais e cochos, sistemas de irrigação de pastagens e aquisição de reprodutores. O Banco do Brasil possui agências em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e outros polos pecuários do estado.
Produtores de soja em Dourados e no sudoeste de MS podem usar o FCO Rural?
Sim. A região de Dourados, Maracaju, Rio Brilhante, Ponta Porã e Naviraí forma um dos mais produtivos polos de soja e milho do Centro-Sul do Brasil. Produtores rurais dessa região têm acesso pleno ao FCO Rural para custeio de safra, aquisição de máquinas e implementos, projetos de irrigação e construção de armazéns. O Banco do Brasil possui agências em Dourados e Naviraí com equipes especializadas no atendimento ao agronegócio do sudoeste de MS.








